Lagrimas Negras

Setembro 1, 2009 - Leave a Response

Aunque tú me haz echado en el abandono,
Aunque ya haz muerto todas mis ilusiones,
En vez de maldecirte con justo encono
En mis sueños te colmo
En mis sueños te colmo, de bendiciones …

Sufro la inmensa pena de tu extravío
Siento el dolor profundo de tu partida
Y lloro sin que sepas que el llanto mío
Tiene lágrimas negras, tiene lágrimas negras
Como mi vida.

Me quieres dejar, y yo no quiero sufrir
Contigo me voy mi santa, aunque me cueste morir
Tu me quieres dejar, y yo no quiero sufrir
Contigo me voy mi santa, aunque me cueste morir

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Julho 8, 2009 - Leave a Response

Até parece que foi ontem….

Foram três anos sempre a correr. Três anos. Estou mais velha três anos. Porque é que me sinto mais viva? Porque é que o meu sangue corre com mais força?

Muito se passou, algums momentos que nunca esquecerei, algumas pessoas que ficarão no meu coração, para o bem e para o mal.

Inspiro fundo.

A palavra faculdade aparece na minha mente e rapidamente, imagens de momentos, flashes de caras me atordoam os sentidos.

Três anos é muito tempo, penso eu, mas o meu corpo não os sentiu.

Faculdade é como uma droga: uma vez que se experimenta fica-se com vontade de la ficar para sempre, eternamente jovem, cristalizado no tempo.

Entre noitadas e muita cerveja barata, beijos e tardes de lençois revirados, lutas e mesquinhices académicas tudo se resume a uma capa preta com fitas coloridas, que, religiosamente, enfeitamos e preservamos. Três anos resumidos numa capa e num canudo. Há um sentimento de insatisfação, desses dois elementos não serem capazes de   preencher a experiência que é a vida académica, de como três anos podem ser três décadas de conhecimento e amadurecimento e ao mesmo tempo três segundos de felicidade.

E agora aqui me encontro. Entre exames, com colegas já licenciados prontos para o mercado de trabalho. Querem que eu vos conte um segredo? Vou sentir falta disto tudo!

Das tardes na esplanada a beber cerveja e a fumar cigarros atrás de cigarros, da minha colega de casa, que se tornou numa das minhas mais intimas amigas e que, de uma maneira peculiar e muito própria dela alegrou o meu trémino desta etapa, do meu melhor amigo, a minha paixão de faculdade, que me ensinou tanta coisa, sendo uma delas saber ver o mundo com diferentes prismas dependendo da pessoa que estamos a analisar (pois algo aprendi, julgar os outros não é o mais correcto se queremos uma sociedade justa), dos colegas que me magoaram e que, pelo meu brio e para provar a mim mesma que sou capaz, fizeram com que lutasse pelo que acho correcto e não ir com a corrente. Vou sentir saudade dos risos, das frustações, dos “stresses” dos exames, de me baldar as aulas, de ir as aulas, de ouvir professores deambularem-se nas suas teorias da conspiração, de professores a lançarem piadas e a fazerem aulas inteiras delas, até do pessoal da cafetaria vou sentir falta!

Querem mesmo que vos diga, três anos não chega, mas dá-nos uma amostra do que é a vida e do que é viver, algo que secalhar não temos bem a noção quando saimos de um secundário. E acreditem, Viver é a melhor coisa que se pode fazer quando se tem 21 anos e se está a sair da faculdade!

O Dragão

Outubro 14, 2008 - Leave a Response

Algo se passava, pensou um jovem rapaz enquanto deambulava pelas ruas da sua aldeia fantasma. Ouvia-se ao longe aquilo que parecia um grito suspenso que provinha da igreja. Ele nunca fora muito de rezas e mezinhas, aquilo deixava ele para a sua avó e mãe, demasiado absortas naquele culto a um símbolo que deixaram de distinguir entre o que é certo e o que é errado. Sempre lhe pareceu que não escutavam a fé interior que está dentro de nós mesmos passando a ser cordeiras de um pastor que só ouvia era o número de fiéis que tinha vindo a última missa e o número de donativos desses fiéis.

Debruçado nesses pensamentos acabou por a encontrar e nunca tinha visto ele nada igual…. 

A neblina promiscua que provinha da sua boca dava aso a sonhos escaldantes que faziam qualquer homem tremer.

Os seus olhos, negros como o céu mais tenebroso fixavam-se naquele objecto perdido no tempo que alguém deixara para trás.

A sua pele, pálida lunar aparentava ser quase mágica, impossível de alcançar. 

Ninguém sabia de onde aquela criatura aparecera, misteriosa e agíl. Surgira na vida dos sonhadores precavidos para os assombrar. Para os fazer recordar que tudo acontece e nada se controla, algo que ele já sabia há muito mas que os moradores da sua terra haviam-se esquecido. Enlouquecidos pelas moedas de ouro e vícios esqueceram-se que a lei corrupta e corrumpível não abrange o ser humano na sua totalidade, que a alma não se compra e que o coração não se força a entregar. 

Aquela criatura chegara para desordenar a ordem vigente, ou como alguém sábio que já tinha vivido muitas luas para pôr a ordem no caos ordenado que existia.

Ela existira muito antes desse sábio ser vivo, há milénios que permanecia no lago, esperando alguém a chamar. Enquanto isso, observava, horrorizada, os homens a destruírem tudo o que é belo e puro, arrastarem consigo maldições e pestes e instituírem aquilo que chamavam a palavra do Senhor. Mas alguém a chamou. Chegara a altura de voltar a restituir o equilíbrio delicado entre o Céu e a Terra, entre os elementos e as forças imersas no esquecimento…

Nisto rapaz apazigou-se de todo o temor que havia sentido, ela estava lá, havia respondido aos seus pedidos inconsciente de rectidão. Ela olhou para ele e percebeu…Nem tudo estava perdido, os homens não destruíram a pureza, esconderam-na nos sonhos das suas crianças.

Mudanças

Outubro 8, 2008 - Leave a Response

Há uma ano que não escrevo aqui…

A minha habilidade (ou defeito) para desgravar na minha cabeça palavras chave e nomes é astronómica fazendo com que me isole de tudo e de todos. 

Mudou tanta coisa… amor, amizade, objectivos, alegrias…

Perdi uma paixão mas ganhei respeito e amor por mim própria, perdi e ganhei amizades, curei velhas feridas, cessei com antigas batalhas.

Caí no vazio…perdi-me de mim mesma. Ainda me tento encontrar… onde será que eu fui?

Mas cá estou (parte de mim pelo menos), de orgulho ferido, lição aprendida, mais corajosa, menos destemperada, talvez menos alegre, menos sonhadora, menos ingénua.

Incrível como um coração ferido dá luz a uma mulher diferente….

Mudei, talvez outra tomou o meu lugar em mim e na vida de tanto ser, talvez a criança tenha saido da gaiola e a sua metamorfose começou…

Não sei.. só sei que mudei.

Vanessa da Mata

Dezembro 29, 2007 - One Response

É só isso/Não tem mais jeito/Acabou/Boa sorte/Não tenho o que dizer/

São só palavras/E o que eu sinto/Não mudará/

 

Tudo o que quer me dar/É demais/É pesado/Não há paz/

Tudo o que quer de mim/Irreais/Expectativas/Desleais/

 

Mesmo, se segure/Quero que se cure/Dessa pessoa/

Que o aconselha/Há um desencontro/Veja por esse ponto/

Há tantas pessoas especiais/

 

Now were falling, falling into the night ,

Falling, falling into the night (um bom encontro é de dois).

 

Ode ao ser

Dezembro 24, 2007 - Leave a Response

Tu és Forte,
Eu sou Fraca,
O teu corpo Quente,
O meu Frio.
Tu és Doce,
Eu sou Amarga.

Eu penso,tu dizes.
Eu arranho,tu mordes.
Eu grito, tu suspiras.

Mas quando a dúvida bate, tu não estás lá.
Quando a saudade surge, não te posso tocar.
Quando o desejo aparece, a coragem se esvai.
E fica um “Eu Adoro-te” pairando no ar,
Sem o destinatário ouvir, sem eu falar.

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Dezembro 4, 2007 - Leave a Response

Na serenidade do meu recanto, aninho-me nas cobertas e respiro fundo.
A pilha de trabalho esta hora após hora a aumentar chegando até na minha mente a criar um arranha-ceus de tarefas por cumprir.
Respiro fundo.
“Só mais uns minutos” digo para mim própria.
A molesa assola-me e deixo-me cair na preguissa de erger a mão para alcançar o telefone que tocou. Fecho os olhos e levemente sinto-me a ser transportada para uma espiral de pensamentos difusos que nada tem a ver com o que realmente necessito fazer.
Caiu no sono dos sonhos mas nada sonho em concreto. Sóa a minha mente a pregar-me partidas moralizantes que eu de nada entendo. Não compreendo a linguagem dos meus pensamentos.
Com a força de mil anões abro os olhos levemente. As minhas palpebras são feitas de um metal pesado e invisivel que eu tento quebrar. Mentalizo-me que vou ter de sair do meu refugio e, pouco a pouco, levemente, muito vagarosamente, desloco os meus pés sonolentos para fora daquilo que hoje em dia intitulo de cama.
O dia esta como o meu estado de espirito, arrastando o seu amanhecer. Mas como o sol e a lua se movem com o rodar da terra eu tambem tenho de me mover ao desenrolar da minha vida…

E a pilha aumenta cada vez mais, folha a folha…

Setembro 10, 2007 - Leave a Response

Bird’s Nest - Camilla d’Errico
Olha a tua volta criança.
O que vês?
Tudo se apresenta perene. Tudo passa. Tudo acaba.

A nossa mente não é senão ar por preencher a esta altura.
Tudo escuro. Tudo em branco.

Pensamentos se esbatem como tinta primitiva em papel mata-borrão.
As palavras silenciosas ecoam no vazio.
Dizem nada. Soam a nada. Sabem a nada.

E estas letras,
Tão escassas, tão inacabadas.
Desaparecerãao em breve.
Como a memória aqui estrita.

Porque tudo é nada e o nada é o infinito.

La Mort

Junho 27, 2007 - Leave a Response

Junho 18, 2007 - Leave a Response

Great legs belong to great women