![]()
Olha a tua volta criança.
O que vês?
Tudo se apresenta perene. Tudo passa. Tudo acaba.
A nossa mente não é senão ar por preencher a esta altura.
Tudo escuro. Tudo em branco.
Pensamentos se esbatem como tinta primitiva em papel mata-borrão.
As palavras silenciosas ecoam no vazio.
Dizem nada. Soam a nada. Sabem a nada.
E estas letras,
Tão escassas, tão inacabadas.
Desaparecerãao em breve.
Como a memória aqui estrita.
Porque tudo é nada e o nada é o infinito.