Na serenidade do meu recanto, aninho-me nas cobertas e respiro fundo.
A pilha de trabalho esta hora após hora a aumentar chegando até na minha mente a criar um arranha-ceus de tarefas por cumprir.
Respiro fundo.
“Só mais uns minutos” digo para mim própria.
A molesa assola-me e deixo-me cair na preguissa de erger a mão para alcançar o telefone que tocou. Fecho os olhos e levemente sinto-me a ser transportada para uma espiral de pensamentos difusos que nada tem a ver com o que realmente necessito fazer.
Caiu no sono dos sonhos mas nada sonho em concreto. Sóa a minha mente a pregar-me partidas moralizantes que eu de nada entendo. Não compreendo a linguagem dos meus pensamentos.
Com a força de mil anões abro os olhos levemente. As minhas palpebras são feitas de um metal pesado e invisivel que eu tento quebrar. Mentalizo-me que vou ter de sair do meu refugio e, pouco a pouco, levemente, muito vagarosamente, desloco os meus pés sonolentos para fora daquilo que hoje em dia intitulo de cama.
O dia esta como o meu estado de espirito, arrastando o seu amanhecer. Mas como o sol e a lua se movem com o rodar da terra eu tambem tenho de me mover ao desenrolar da minha vida…
E a pilha aumenta cada vez mais, folha a folha…