Junho 17, 2007 - Leave a Response

Alguem disse-me uma vez que não é o caminho que faz o caminhante mas sim as escolhas que este toma.

  • Olá
    Bem vindos a jornada de uma vida….Lá dizem: estes são os melhores anos da minha vida. Há que aproveita-los como eles são. E eles são caóticos, entediantes, emplogantes, tristes, revoltosos, divertidos cheios de amigos que te fazem rir e que te apoiam tal como tu o fazes a eles, muita bebedeira, Party,party,party,stress,stress,stress,sono,sono,sono(adeus dormir até as 10…a não ser que faltes )e muito exame e frequência que não serve para nada a não ser encher choriços, e merdas de notas mas que tu ficas contente por te-las (era isso ou abaixo disso), Profs xatos,interessantes e fdp’s…Livros e um caderno com pouca coisa escrita,tardes passadas no café,e etc…muito etc….Dias bons,dias maus mas sempre dias cheios!
    Como é que é ? “Seize de day as long as you have the pills that make you smile” :D Keep positive thought through the dark and sometimes psicadelic rainbowcolors of your Life!
  • Tudo começou em 2006, estava eu a procura de um curso que servisse de plataforma para o meu futuro. Como tinha de escolher algo que não fosse viver da minha “suposta” veia “crafty” (incrivel o peso materno nas consciências das filhas/os) resolvi escolher algo com um tema geral e interessante, não me iria entediar com 3 anos de uma só coisa como história, matematica, literatura. E dentro da infinita possiblidade das Humanidades e das centenas de cursos que não levariam a nada a não ser ao desemprego, escolhi três. O felizes contemplados seriam “Estudos Europeus”, “Relações Internacionais” e “Turismo, Lazer e Património” (eu disse que eram gerais!). O primeiro era no Porto,e novamente a minha querida mãe quis-me mostrar como seria o Porto no Inverno, ora vindo eu de uma cidade com praia e calor, o simples facto de pensar em 3 ou 4 longos invernos gelados punha-me doente por isso ficou fora de questão . O último era na Região Autónoma da Madeira…epah e se eu quisesse fugir com um rapazito todo engraçadito que me levasse a conhecer o mundo só com uma mochila ás costas uma guitarra e muito wild love? Não podia. Estava cercada por água e os aeroportos mantém um registo dos voos…descobriam-me num instante! Além disso se eu quero conhecer o mundo vou me por num sitio com facilidades de deslocação não numa ilha! Restava-me Relações Internacionais e esse curso as únicas “uni’s” que me interessavam era a Faculdade de Economia de Coimbra, a Universidade Católica e o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa. Ora Coimbra era o prestigio de estar na verdadeira cidade universitária mas não oferecia estágio e não tinha tanta fama na área como as outras duas. A Católica é ”a Católica”, bem… digamos que o único problema era o dinheiro(privada sai caro, muito caro) e eu não perceber ao certo o que eram as cadeiras ”Grandes Livros” I, II, e III. Seria a Biblia? Mas eu sou ateia! Além do mais a base era mais politica interna que externa e muito pouco internacionalista. Restava-me a Faculdade com o nome grande e pomposo, a primeira em Portugal destas matérias e com nomes de Professores muito importantes no plano dos estudos políticos como Adriano Moreira, Marques Bessa, António de Sousa Lara.O curriculo do curos parecia-me o mais sério e ofereciam estágio para além de optimas universidades para fazer Erasmu(viajar, viajar, viajar!!!). Ora estava decidida (se bem que só decidi no dia da candidatura ao ensino superior sob um sol de torreira, pergunto-me agora se não teria escolhido outra se tivesse a sombra.) ISCSP seria!

    No dia das matriculas apareci lá eu, num ermo, sim porque o polo da Ajuda não era mais que três faculdades um pavilhão de desporto e um refeitório comum no meio de Monsanto ao pé das senhoras da vida, dos ciganos e dos bairros sociais onde nenhum pai queria o seu filhinho metido. Lá está, mostraram a foto da fachada pricipal do edificio, que até não tinha mau aspecto , só não mostraram as redondezas.
    Bem, como ia dizendo, lá estava eu no ermo com a minha mãe e com duas amigas do meu liceu, uma, a Ana Filipa, entrou para arquitectura que é mesmo em frente á minha faculdade e a outra, a Sara, entrou em Politica Social. Mal chegamos a éntrada fomos atacadas por uma dupla de jovens de t-shirts vermelhas “Recepção ao Caloiro 2006/07” lewtras garrafais, uma rapariga e um rapaz. Eles com os seus batons baratos em riste prontos para desvirginizar a nossa pele caloira, marcaram-nos como se marcam um touro: na testa as iniciais do Instituto, na face esquerda as siglas do curso e na direita a média de entrada no ensino superior feita através das nossas notas finais do secundário mais os exames finais.A partir daí, o mundo deu daquelas voltas em que sabemos que a nossa vida vai mudar. Eu estava totalmente perdida,pessoas a ir, pessoas a voltar, cada um ia para o seu lado, cada um me perguntava para onde eu queria ir ou indicava-me um caminho sem eu nada perguntar. Pouco a pouco fui levada pela multidão entusiasta de caloiros e veteranos sorridentes, foi-me dado um envelope castanho com uma data de papelada que nem tempo de ler tive. “Escreve isto aqui”; “não precisas desse”; “já agora, de onde és?”, “Ehhh, margem sul!”, “ohhh naõ sei quantas esta é da tua zona.”,”já tá tudo pronto, leva isto ao piso X e lá orientam-te”. No fim da mahã tinha um papela dizer ”Inscriçao de Matricula” e outro a dizer “CGD-Caixa geral de Depósitos-Polo Universitário da Ajuda”.E nessa noite, em minha casa , deitei-me com o coração aos saltos ansiando por uma nova fase da minha vida que iria começar na semanas que se seguiriam…

    Maio 24, 2007 - Leave a Response

    O que mais me preocupa não é o grito dos violentos,
    nem dos corruptos,
    nem dos desonestos,
    nem dos sem-carácter,
    nem dos sem-ética.

    O que mais me preocupa é o silêncio dos bons!

    Martin Luther King

    Maio 23, 2007 - Leave a Response

    Abril 1, 2007 - Leave a Response

    As vezes temo que o meu sexo seja-me prejudicial no futuro como foi outro a muitas mulheres. A sociedade evoluiu ao criar novas leis mas será que a mente dos Senhores do Poder evoluiu? Será que a minha o fez? O medo é o que mais me atrasa o passo nesta minha caminhada e hoje, defenido como o presente, estou parada.Petrificada de medo,da queda, da negação, de não ser sufeciente, de não corresponder.
    Levo tudo a peito, vivo demais as coisas… Se não as vivese dessa maneira continuaria a ser eu própria? Continuaria a olhar-me no espelho e ver algo por mas errado ou mais certo que seja?
    Como é engraçado que algo como o Poder exista para aliciar e amedrontar ao mesmo tempo e que por somente existir já nos induzir a combustão dos nossos sonhos, pois a coragem é algo que careço por natureza.Se me acham errada nesse assunto tomem conta que estupidez natural e irracionalidade não é sinónimo de bravura mesmo que ela exista.
    Estou corrompida por medos.E que mais fragil ser que uma mulher só, ou uma só mulher.

    Março 18, 2007 - Leave a Response

    A natureza dos homens é politica

    já dizia Aristóteles. Já outros afirmavam que a natureza humana é má. Eu não creio. Eu acredito que todos temos um pouco de bondade e de vil em nós, cá dentro, escondido dentro dos nossos valores e das camadas de sociablidade que adquirimos com a vivência neste mundo. Já a politica ser má….digamos que é algo inato e necessário a natureza humana.
    Politicos são seres humanos como qualquer outro ser, apenas são(ou deveriam ser) dotados de certas aptências para exercer um papel moderados ou até mesmo de líder numa sociedade em que, sem ordem superior se tornaria anarquica.
    Agora eu pergunto-me o porquê do sentido practico e a frieza neste campo andarem de mãos dadas com o dinheiro e a economia? Porquê as familias com dinheiro, as grandes companhias, os interesses privados tem influência no politico, são factores como tantos outros no entanto são grupos de interesse e pressão mais fortes que a população em geral. Mais fortes que a classe média, que apesar destes séculos ainda não ter adquirido a verdadeira consciência de classe que Marx “criticava”. Não é afinal de contas o grosso da sociedade capitalista? No entanto as pessoas esquecem-se. Adormecem as suas frustações nos ecrãs da televisão e do computador. injectam-se a si próprios com a pilula do esquecimento que é a programação generalista e ignorante que passa nos ditos mass media.

    Já me estou a desviar do caminho que me predispuz a relembrar hoje. A frieza da classe política ligada a sociedade zombificada do agora….mas agora é tarde e eu,apesar de tudo, estou em frente a um ecrã a tentar escrever algo que já desvaneceu da mminha mente…

    Março 10, 2007 - Leave a Response

    Os dias passaram como paginas de um caderno movidas pelo vento.
    Dou por mim a acordar relembrando o passado. O nosso passado.Os nossos acordades, os nossos corpos, as nossas piadas…
    Pergunto-me o porquê de ter deitado isto tudo fora,lembro-me de sufocar. O nosso maior pecado é termos sido crianças.
    Hoje olho para a cama, vazia,fria, sem risos nem lagrimas.E algo ca dentro me arranca do presente. Estou a viver o passado na falta de vida do presente.
    Eu hoje vi-te, poderiam passar mil anos e ainda te reconhecia.Não te vi o rosto, só as costas. As costas que eu conheço tão bem, as costas que ainda sinto como se os meus dedos passassem por elas.Nunca mais me senti mulher, nunca mais senti prazer. Não consigo. É a ti que eu vejo, é a ti que eu sinto e no fundo doi-me a alma de pensar que não te esqueci. De que quem realmente importou foste tu e não o resto e eu não vi isso.
    Agora, no autocarro, olho para a rua e não vejo nada, só te vejo a ti e ao que passamos e ao que perdi. Mas ao ter-te perdido apercebi-me que ganhei algo, ganhei consciência que importas, que os sonhos mudaram e que o mundo não gira a minha volta por mais que eu gostasse que fosse assim. Tenho medo. Medo de chegar ao pé de ti e nada sentir a não ser o vazio que eu criei por necessitar de espaço. “Desculpa-me”, “Eu amo-te”…palavras que te dizia tantas vezes mas que agora as sinto de uma forma que talvez nunca compreendas. Escrevi-te uma carta mas nunca a dei, tanta coisa que queria dizer mas não consigo verbalizar, nunca saberás o quanto te amei, a minha maneira sem ninguem saber, nem tu.

    Agora sei que não ha mais volta, não se pode rescrever a historia, não se pode mudar algo que não se repete.Seguimos rumos diferentes.Boa sorte com o teu, que sejas muito feliz e até a proxima vida, se nos cruzarmos.

    Fevereiro 12, 2007 - One Response

    Nós somos a nata que está acima do creme doPremium dos establecimentos da alta sociedade em que só um circulo bastante restrito pode aceder.
    Pertencemos ao topo dos topos e somos desejados pela maioria que se delicia com a nossa existência neste mundo. No entanto, quem nos pode alcançar subemerge a nossa essência numa àgua escura e espessa de onde não podemos escapar. A pouco e pouco, partes pequeninas começam a dissipar-se como fumo aromático, misturando-se com a susbtancia castanha, que antes estava abaixo de nós. Eles afundam aquilo que nos tornava unicos…para valorizar algo ja de mais banalizado, algo massivo e sem requinte, que se pode obter com um estalar dos dedos. Nós existimos para desexistirmos, unos com a cultura de massas do café. Onde foi parar o chá?

    Janeiro 13, 2007 - Leave a Response

    Ao entrar, a jovem rapariga ficou chocada com a casa com que se deparara.
    A peculiar casa era redonda com um telhado de colmo, as arcadas em estilo celta dividiam as divisões cada uma de sua fragrãncia e cor.O mobiliario de cedro estava todo encavalitado e havia cestas de verga repeletas de novelos de lá por toda a parte. Nada naquilo era simples como lhe tinham sossegado, a casa estava a abarrotas de tecidos e materiais de fabrico artesanal, as agulas estavam espalhadas pelas pequenas mesas pintadas de motivos florais e no chão se encontrava um labirint de fios diversos que certo gato se entreteve a espalhar.
    ” Pela Deusa! Isto parce que passou um furacão!” pensava a assustada rapariga. Enquanto tentava se movimentar naquela confusão aparecera uma senhora por detrás de umas cortinas que levariam á cozinha.
    - Ah…já chegaste!Optimo, optimo…vamos para a cozinha- A senhora, pensou a rapariga, parecia uma velhota solitária e fraca mas aqules olhos eram muito vivos…vivos demais para uma velha .
    Acompanhou aquela senhora á cozinha, a cozinha era aind amais exêntrica que o resto da casa. O azulejos azuis, roxos, rosas e amarelos nas paredes pareciam estar em luta ums com os outro para ver quem era mais chamativo, o velho fogão estava pintado com florezinhas e relva por uma criançaos tachos e s panelas estavam pendurados no tecto e a mesa e os bancos pareciam ter sido tirados de uma casa dos sete anões e na cozinha reinava um cheiro a erva doce e mel.
    A velhota serviu-lhe uns biscoitos de canela e um cha de maçã. Enquanto bebericava o chá a rapariga pensava no seu futuro. A partir daquele dia ela iria viver naquela casa, aprenderia as artes as linhas e das agulhas juntamente com a sabedoria das plantas e da mãe natureza em geral. Aquela senhora era a sua guia, a sua professora a apartir de hoje e ela seria a sua aprendiz.

    Janeiro 13, 2007 - Leave a Response

    Na vida para além de variadas e multiplas facetas da raça humana existem varias coisas que não podem ser desempenhadas pela mesma pessoa de maneiras diferentes. Uma dessas coisas é a compreensão e o apoio. Quantas vezes uma pessoa que já ajudou imensos amigos a sairem de alhadasnão se sente perdida e sem amparo algum ás vezes? E quantas vezes alguem que sempre foi ajudado vê um amigo triste e não consegue “chegar até ele” e apoia-lo?
    A minha mãe sempre disse que o que nós mostramos reflecte-se no que nós recebemos.
    Se no mostrarmos pessoas fortes e comfiantes as inseguranças dos amigos vem ter conosco para nós ajudarmo-los nos seus problemas ,muitas das vezes esquecemdo-nos de nós próprios e que nós também temos problemas. Se nos mostramos frageis teremos sempre alguem próximo para nos apoiar e ajudar a “levantar”. Uma mulher forte e decidida nunca arranja um homem forte e decidido pela simples razão de xoque aparecem homem carentes, fracos ou prepotentes que as desejem derrubar, uma mulher fraca arraja um homem forte e a abrace e lhe traga segurança ou então que se queiram aproveitar dela. Tudo na vida tem de ser balanceado, não podemos mostrar sempre força ou sempre fraqueza, também não nos podemos mostrar sempre nós….

    Janeiro 13, 2007 - Leave a Response

    O tempo está a mudar.
    A temperatura torna-se fresca e humida. Tudo parece acalmar. Como se corpos suados de brindarem o Verão parassem cansados na praia e sentissem a humidade do mar ,da areia, o frio do vento. Sente-se ainda o bater dos tambores e a respiração entrecortada mas cada vez mais cessante.As goticulas de suor misturadas com as do mar e as da humidade escorrem pelos corpos morenos, agora a tremer.Tudo acaba. Escuridão!
    Aparecem as sombras cinzas para nos sussurrar segredos do vento ao ouvido. O coração esfria. A mente se abre para nos oferecer uma visão mais clara do mundo.
    Lentamente tudo começa mais devagar e eles levantam-se e recomeçam a sua vida esquecendo-se do calor que lhes preenchia a alma, esquecendo-se de quem os acompanhou na viagem. Levantam-se e esquecem-se daquilo que foram voltando a “emformarem-se” nos padrões sociais que lhes obrigam a aceitar. Tornam-se cinzas até ao próximo verão os despertar do sono a que foram impostos e viverem novamente.